Gasolina aditivada, alta octanagem?



Gasolina aditivada, usar ou não usar? 
Muitas são as opiniões que divergem sobre seu uso, não pretendo influenciar por uma ou outra, mas levar o motivo até você leitor, dos motivos pelos quais, eu quando posso, utilizo a gasolina aditivada. Cito neste, minha experiência pessoal, informações coletadas com amigos motociclistas e mecânicos. 


Nossas motocicletas já têm a difícil tarefa de consumir gasolina de baixíssima qualidade e custo alto, no Brasil. A cada dia, perdemos a confiança nos distribuidores finais, que não cansam de inventar sofisticados sistemas, para angariar mais e mais lucros, com práticas ilegais de adulteração do produto. Quisera ser somente a maior adição de álcool na mistura, mas, não é isso que ocorre. Solventes são vilões adicionados à gasolina, e comprometem em muito, as borrachas vedantes e condutores do combustível.
O que fazer, quando tratamos desta péssima qualidade, aliada a fraudes? Pois que sabemos, nós motociclistas, que o motor de nossas motos é extremamente sensível, e requer combustível idôneo.
Aprendi, por tentativas e erros, em bate papos informais, e adotei a gasolina aditivada como a gasolina de opção para abastecimento em minha moto. De nada vale por si só, abastecer com produtos aditivados, conta muito, a idoneidade do posto que nos oferece o produto. Aprendi, que postos de abastecimento, em rodovias, que estão atrelados a grandes redes como Frango Assado, Graal, ou ainda redes de supermercados, possuem mais ética, e colocam a disposição do consumidor, gasolinas de boa qualidade, sem adulterações, pois não querem convir com tais irregularidades, bem como sempre ter seus clientes satisfeitos. Algumas estradas do sul e sudeste do Brasil, contam com esta sorte, e este depósito de confiança.
É lógico, que nem por isso, postos desta monta, e até mesmo gasolinas diferenciadas estão a disposição quando precisarmos. O remédio é, com tanque vazio, colocar o mínimo possível até chegar a um posto de sua confiança, lógico, com margem de segurança, evitando pane seca. Já passei pelo dissabor de chegar a um posto de confiança, e jogar fora 10 litros de gasolina fora, usar mais uns 2 litros para lavar o tanque, para me livrar de um líquido que não me atrevo a chamar de gasolina, e pasmem, era aditivada! Sem culpa pelo nome atribuído, o posto que carregue toda a culpa.




Alta octanagem, aditivos, afinal, quais os benefícios e pontos negativos?


Há uma idéia errônea, que povoa a mente dos motociclistas e motoristas em geral, no tocante a gasolina de alta octanagem, imaginando que esta têm explosão maior e mais fácil, promovendo um desempenho melhor do motor.  Na verdade, a alta octanagem, indica uma gasolina, que explode com mais dificuldade, mas em determinadas situações. A pressão e temperaturas elevadas na câmara de combustão, podem promover a queima antecipada, antes da fagulha da vela, da gasolina de baixa octanagem. Ou seja, gasolina de alto valor de octanagem, resiste à explosão, em situações citadas anteriormente, explodindo na hora certa, quando da fagulha, no máximo ponto superior do pistão, em seu curso dentro do cilindro. Isto ocorrendo, o motor desenvolverá a máxima potência a que foi projetado a gerar. Já gasolinas que possuem baixa octanagem, podem trabalhar contra a potência, podendo explodir antes que o pistão chegue a seu curso final e consecutiva fagulha, causada pelas condições de altas temperaturas e pressão. Lembro que altas temperaturas, são presentes em muitos motores arrefecidos a ar, e/ou motos com grande volume de carenagem.
Os aditivos são muito bem vindos, mantendo por sua ação “detergente” , (e geralmente a maioria dos aditivos são detergentes mesmo), a limpeza de bicos injetores, válvulas, carburadores, ou seja sistema de alimentação em geral. Promovem sobrevida do motor, e menos manutenção. 
Porém, como há a contaminação progressiva e natural do óleo lubrificante, pela queima do combustível, que chega ao mesmo pelos espaços naturais dos anéis de vedação, ou mesmo folgas por desgaste, critica-se os aditivos, por causar perdas físicas da viscosidade do óleo lubrificante e consequentemente diminuindo a eficácia de lubrificação, podendo levar ao comprometimento das peças banhadas pelo óleo. Para driblar tal fato, muitos mecânicos recomendam a troca de óleo a cada 3.000 km, juntamente com o filtro de óleo. Assim o faço, e peço de antemão desculpas a nossos ecologistas.
Portanto, a meu ver, na balança custo benefício, eu utilizo sim gasolina aditivada, e de alta octanagem, arcando com seu custo mais alto, quando posso, ou a encontro.
Longa vida a nossos motores! 

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