Anjo da guarda ...

Anjo da guarda
  Existe sob a denominação de “anjo da guarda” ou mesmo somente como “anjos” diversas formas religiosas, com modos diversos de classifica-los e entendê-los. Faz parte do contexto de cada religião, seus conceitos e particularidades. Neste texto, abordarei minhas impressões segundo a visão da Umbanda, que se mescla com outras formas espiritualistas.

No plano espiritual, que é nossa morada verdadeira, ao longo de convívios tanto na condição de encarnados ou desencarnados, construímos laços afetivos com outros espíritos, que são mantidas quando possível, na pátria espiritual. Quando possível digo pois existem "várias moradas", e cada um segundo seu merecimento, habita a morada compatível com sua evolução.

Então, quando desencarnados, na morada a que fazemos jus, convivemos com nossos afetos, continuando em nossa saga à construção evolutiva.

Quando estamos em processo de reencarne, um destes espíritos, que posso mencionar como família espiritual, unido por laços de amor e afinidade, é incumbido de nos acompanhar durante toda nossa encarnação, aconselhando, orientando, protegendo e estimulando ao cumprimento de nossos desígnios, metas e transformação íntima, porém sempre de forma sugestiva, pois o livre arbítrio deve ser sempre respeitado, e as consequências são unicamente do encarnante, sejam construtivas ou não.

A condição para este acompanhamento é de que este protetor e conselheiro seja mais evoluído do que o encarnante, tendo portanto melhor embasamento moral e sabedoria para poder ajudar.

Estes são nossos anjos da guarda, que de anjos e perfeição nada possuem, ou melhor dizendo, perfeitos não necessitam ser. São tão somente, espíritos que abraçam o compromisso de tutelar-nos, por amor e com amor.

Outra característica importante a mencionar, é que se o encarnante for médium de incorporação, nunca irá incorporar seu tutor – anjo da guarda.

Abençoados e amorosos companheiros da vida espiritual, acompanham-nos em nossas lutas contra nossas imperfeições, sendo exemplo admirável da prática do amor incondicional.

Saibamos estar atentos aos seus aconselhamentos, abertos à luta contra nossos atos e pensamentos errôneos, dispostos à reforma íntima, pois são nossos parceiros eleitos por nós, para a jornada de vencermos a nós mesmos, edificando um futuro novo e melhor.

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