Espiritualidade animal



Introdução 
Como enxergo meu mundo? Como seria, senão pelo acúmulo de experiências vividas, instintos próprios, deduções geradas e alimentadas com base em minha vivência. Assim deve ser para cada um de nós, interpretar e analisar o mundo que nos cerca, através de nosso prisma. Quem poderá me definir o que é a cor vermelha? Como saber se esta cor é igualmente compartilhada por qualquer outro olho humano? Por aproximação de relatos, por analogias, por experimentos? Uma determinada cor, chamou-se de vermelha, mas ela é igual para todos? Todos a vemos por igual? Uma grande dúvida, que se observarmos minuciosamente, não encontraremos definitiva conclusão.
Por que? Por sermos individuais, possuidores do livre arbítrio, possuidores do direito às nossas próprias conclusões, baseados em nosso “saber”. Se estamos satisfeitos ótimo, se não, continuaremos a nos auto-inquerir.
Todos damos passos rumo à compreensão, rumo a verdade. É inato ao homem, é uma das forças que nos regem. Indiscutivelmente, não me considero dono da verdade, mas podem fazer parte dela, meus pensamentos. Tudo parece ser movido pela evolução.
Há séculos atrás, depois que se abateu a cortina da ignorância sobre nossas mentes, como não foi a luta pela verdade, por exemplo, no que tange a compreensão de nosso universo, e como a Terra, nosso planeta, se encaixava neste último. Ciência e Teologia, engalfinhando-se hilariamente, disputando infantilmente o poder de ter a “verdade absoluta”. Realmente, muito deve atormentar, a perca da razão, nos confrontos egoístas, que não nos levam a nada, e nada constroem. A ciência e a religião, devem caminhar juntas, esmerando-se em complementar-se, pois que a verdade, sendo uma só, ambas a atingiriam mais cedo ou mais tarde. Esforços conjuntos, somente apressariam este momento. Por que disto falo? Todas as teorias, quanto a verdade de nosso sistema solar, todas elas, a seu tempo, alicerçadas no que se acreditava na época, mais a imaginação fértil e falta de medo de inovar pensamentos, foram importantes. Como degraus do saber, levaram o homem atual a desvendar este mistério, e por mais incríveis e infantis que a nós nos pareçam hoje, tiveram seu espaço importante, mesmo que na mais ínfima concordância da verdade total.
O texto a seguir, segue esta linha de raciocínio. Tem o despretensioso intuito de pelo menos, fazer pensar. Aceito por uns, rejeitado por outros, mas para mim, uma verdade, nem que o seja somente para mim. Antes que durmam, em frente da tela, passemos ao texto, em que nem me atrevi a nomear.

Espiritualidade animal I
Quem somos nós, qual nossa origem e propósito? Acredito em Deus. Deus, criador, aquele que nos proporciona nossa existência, e que vai além, nos respeita individualmente. Aquele que nos ama, com amor indescritível e perfeito, pois somente assim, seria ele Deus. E quando falamos de amor Divino, amor puro e perfeito, não podemos acreditar na preferência a uns em detrimento a outros. Portanto, somos em nossa origem, todos iguais. Nada de anjos perfeitos aqui e acolá, pois isto contraria o amor Divino. Não poderia conceder a perfeição a uns, e a outros, não fazê-lo.
Somos portanto, todos, sem exceção, criados com zero de bagagem, zero de inteligência, zero de sabedoria, para que possamos galgar nossa estrada evolutiva, segundo nossas conquistas e derrotas, nossas lágrimas e sorrisos, cada um a seu tempo, conforme seu esforço.
Ajudados por irmãos bem mais adiantados, nós, com nenhuma experiência, tivemos nosso primeiro contato com o mundo material, através do reino mineral, onde as primeiras sensações de frio e calor, poderiam ser assimiladas. Começava nossa jornada. Computávamos e aprendíamos nossas lições, uma de cada vez.
Após um determinado período, deu-nos Deus, a possibilidade de gerir, governar e manter, a vida em um corpo biológico, o mais simples, unicelular. Muito complexo para nossa infância evolutiva. Aprendemos a gerenciar este corpo, interagir com o mundo que nos cercava, era o espírito atuando sobre a matéria. O espírito aprendendo a controlar a matéria, provendo-a de vida. Não há, portanto, em todos os níveis, vida sem a atuação direta do espírito. Matéria regida pelo espírito é igual a vida. Matéria sem espírito, é somente matéria inerte.
Na escalada evolutiva, cada vez mais complexos são os corpos por nós gerenciados. Depois de muito labutar, são os corpos multicelulares, nova escola.
Adentramos no reino vegetal. Um esforço fenomenal, controle de pH, movimentos em busca da melhor exposição aos raios solares, crescimento de alicerces, procura por nutrientes, reações químicas, tecidos diversos. Acredite, uma epopéia! Angariando sensações, estímulos. Este era nosso universo no momento.
Em algum tempo, adentramos no reino animal, migrando lentamente, para cada vez mais complexos corpos biológicos, desafiando-nos à sua manutenção e funcionamento. Aumentaram as sensações, mas agora, estabelece-se, segundo cada complexidade, o instinto e lampejos de raciocínio.
A evolução do espírito, está em grande transformação. Sucessivas encarnações, em corpos de animais cada vez mais complexos, filtrando e aprimorando instintos e raciocínio. Órgãos, cada vez mais complexos, sistemas orgânicos integrados, manutenção de vida pelo espírito, cada vez mais elaborada. Um grande esforço. De tão complexos, muito se automatizou, como a manutenção da respiração automática, equilíbrios físico-químicos, digestão, etc..., mas somente pelo agora preparado, porém ainda incompleto, espírito em aprendizado.
Dentre as inúmeras espécies animais em nosso planeta para se dar exemplo, algumas se destacam por terem como regentes, espíritos mais evoluídos, caracterizando estes animais por instintos e raciocínio inconstante, mas onde começa aflorar os primórdios do sentimento, que nada mais é do que parte da evolução espiritual. Destes animais, podemos citar para elucidação das idéias, o elefante, baleia, golfinho, macaco e cão. Do cão, podemos ainda exemplificar e enaltecer, sua sociabilidade, necessidade de convívio, estrutura hierárquica e zelo pelo bem estar comum em uma matilha.
Imaginemos um de nossos cães, possuidor de todas as necessárias diretrizes evolutivas, alcançando o topo possível dentre sua classe espiritual. A ele, seria não mais proveitoso renascer sem objetivos. Passa portanto, a um aprimoramento de seus sentimentos e raciocínio, junto à natureza, aperfeiçoando-se, preparando-se para um salto ainda maior, adquirindo raciocínio constante, porém ainda rudimentar. Estes espíritos, em aprimoramento, recebem os mais variados nomes enquanto se aprimoram sem reencarnar, entre os quais, podemos citar alguns mais conhecidos, como “gnomos”, “duendes” e fadas.
Recebem eles, a incumbência de monitorar e ajudar no equilíbrio e necessidade do sistema planetário, interferindo positivamente, nos desequilíbrios e necessidades, que o plano espiritual superior, ache necessário.
Quando preparados, encarnarão em corpos muito especializados, e complexos, como os foram, os de nossos ancestrais símios, alavancando e aprimorando estes mesmos, segundo a evolução atingida. Nossos “homens primitivos”.
Somos o resultado desta saga em que incontáveis milhares, milhões de anos se passaram, para que resultasse no que você é hoje, caro leitor, um espírito ainda em evolução, com ênfase no aprendizado da moral e sentimento maior, o amor!
São "nossos" animais, irmãos mais jovens em processo evolutivo. Queridos irmãos, na labuta individual, almejando sua própria ascensão. Cabe a nós defendê-los nesta jornada, ampara-los e compreendê-los, justificando a nosso Deus criador, a fé na humanidade. Nos cabe alicerçar a esperança de edificação de nossos irmãos em evolução. Não podemos nos furtar a isto e renegá-los, estaríamos fazendo-o a nós mesmos, ao nosso passado, à nossa própria história. Cerca-los de amor e carinho, é nosso dever, e é o que de nós é esperado.
Um dia, “aquele” cão necessitado e carente, que aos nossos olhos, era um pobre animal, estará pensativo, divagando como nós, sobre quem é, para que existe e qual seu objetivo. Será possuidor de sentimentos, fé e esperança.
Deu-nos Deus, a capacidade de acolhe-los e de convivermos com estes “animais”, façamos pelo menos, cada um segundo sua evolução e compreensão, um convívio harmonioso e amoroso.
Não os vejo mais como animais, vejo-os como irmãos, e posso ver em seus olhos, a expressão que um dia possuí. Muito devo eu ter pedido – ajuda-me. Quem poderá ser surdo ou fingir-se de surdo? E negar o que tanto necessitou?
Você pode ler mais visitando o site: www.grupolabrador.com.br
Tuco 

Bibliografia recomendada :
Evolução em Dois Mundos FRANCISCO CANDIDO XAVIER & WALDO VIEIRA & ANDRE LUIZ (ESPIRITO) 
Fed.Espírita Brasileira

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