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Álcool e motociclismo

A cultura do "beber", está enraizado na sociedade, principalmente entre jovens, que querem assumir uma postura mais adulta, ostentando copos e garrafas nas mãos. São mais sensuais, bem sucedidos, mais legais, imitando o "porco marketing" das empresas que vendem e fabricam bebidas alcóolicas. Ostentam a "bebedeira" como um desafio, como um marco. Mulheres semi-nuas, símbolos sexuais masculinos, pupulam nos comerciais, incentivando a prática da ingestão de bebida. As sedes, ou pontos de encontro de motociclistas, geralmente são bares temáticos ou não, e uma visita a um destes pontos de encontro, ver-se-ão muitos motociclistas bebendo. Nos restaurantes repete-se a mesma história, e creio que aproximadamente 80% dos motociclistas, bebem nos encontros e viagens em grupo. Claro, o problema não é beber, e sim beber e depois pilotar suas motos ou carros. É impressionante a dependência da presença de bebidas alcóolicas para que haja um "bom" (bom?!

Carpe Dien Moto Turismo

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Moto turismo, membros irmanados sobre duas rodas, formando um grupo coeso e disciplinado, com condutas específicas de pilotagem em grupo, visando o bem comum e a segurança de todos indivíduos. Uma família unida, com respeito por todos integrantes, criando laços baseados em valores nobres. A cada convívio, a cada passo seu dentro do grupo, existe respeito e alegria. Este é o norte dos carpetas, membros do Carpe Dien Moto turismo, grupo motociclístico de repercursão nacional. Aproximadamente 1300 motociclistas, sem cobranças, sem imposições, a não ser, o de honrar e zelar pelo nome do grupo ao qual pertence, fazendo-se sempre ser exemplo por onde quer que passe. Com passeios semanais, estilo bate-volta (ida e volta no mesmo dia), e bate-fica (ida e retorno em outro dia), com todo planejamento feito antecipadamente, zelando por interesses turísticos e históricos, shows, alimentação e hotelaria pré determinados para o grupo. Ministra cursos específicos de conduta na estrada, ori

O início...

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Era junho de 2006, e deu-se o estalo. Houve vontade de possuir uma moto bem antes, nos idos de 1990, mas a "paixonite" não ganhou força na época. Foi em 2006, em fase de solidão, que recebí bem a idéia de meu amigo Márcio Ferraro: "compre uma moto e entre num moto clube". Foi exatamente o que fiz, ou melhor, quase, pois a moto comprei, mas entrei num "Moto Turismo", uma outra concepção. Era em Julho de 2006, mais um membro do Carpe Dien Moto Turismo ( http://www.carpedien.org.br/ ). Muitas vezes antes, houve aquela veemente negação à motocicletas, pelo perigo, etc..., mas foi um misto de curiosidade com aventura, e uma grande pitada da velha solidão que venceram antigos receios. Foi amor à primeira viagem! Fica difícil descrever a emoção que me tomava por dentro do capacete. Tudo era especial, novo, emocionante. Estávamos por volta de 30 motos, todas de alta cilindrada, serpenteando pela Rodovia Castelo Branco (SP), equidistantes, em fila dupla alte

Motociclista

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Hoje, ser motociclista, envolve minúcias, que somente entende quem roda sobre duas rodas. A motocicleta não é o mais importante, mas sim, o que vem da presença dela em sua vida. Seus amigos, suas vivências, experiências, liberdade, turismo. Quando se roda, mantem-se contato muito próximo à natureza, e há uma maior percepção do mundo que o rodeia. A motocicleta exige muito mais do que a um condutor de automóvel. O motorista comum, dirige. O motociclista pilota. É uma exigência do próprio veículo. Redução de marchas, frenagem correta, centro de gravidade, inclinação do corpo, forças aplicadas no guidão, percepção do que vai a sua frente próxima e distante, cuidados com aderência da pista que utiliza, modo correto de entrar em curvas e sair acelerando...., ou seja, é muito complexo, por isso, somos pilotos. Este é um universo delicioso e perigoso. Há o risco e o benefício, e bons pilotos são os que têm conhecimento de seus limites, e os da máquina que pilota. Ser um bom piloto, é não