Suicídio...




... O suicida, acredita na fuga. A fuga não existe. Soma-se ao desespero de suas angústias a falsa impressão de se estar pondo um ponto final ao que lhe corrói, a ponto de abandonar sua jornada, atirando-se no martírio quase indescritível, que advém deste ato contrário às leis de Deus. Pouco posso escrever sobre o assunto, mas posso recomendar a leitura do livro "Memórias de Um Suicida" de autoria de Camilo Cândido Botelho (espírito), psicografado por Yvonne A. Pereira.

Aproveito e abaixo insiro breve texto de Ramatís sobre o suicídio.


O KARMA DOS SUICIDAS - Ramatís

Os venenos atacam e depredam terrivelmente a tessitura do perispírito do suicida, pois produzem nele lesões astrais que se prolongam pelas encarnações seguintes, causando incessante aflição e enfermidade no futuro corpo de carne. 
Além do sofrimento dantesco que o suicida tem de suportar após a sua morte tresloucada - vivendo incessantemente todo o fenômeno de sua agonia final, que só se extingue quando também atinge o limite exato que lhe restava para viver fisicamente, ele não pode se furtar a efeitos daninhos e enfermidades que ainda se prolongarão vigorosamente pela encarnação seguinte. 
Então a Lei Cármica providencia para que, através de outra encarnação, o tóxico etérico seja condensado pelo corpo carnal e depois drenado para a terra, quando o cadáver se desmantelar no sepulcro. Daí o fato de em posterior existência serem muitos ex-suicidas portadores de organismos enfermiços e lesados principalmente no sistema nervoso e circulatório, ou nos principais órgãos atingidos, como sejam a faringe, a laringe, o esôfago ou o estômago.
Inúmeros epilépticos, parkinsonianos, coréicos ou neuróticos, que não gozam harmonia no seu sistema nervoso, são ex-suicidas, trânsfugas das vidas anteriores, vitimados pelos tóxicos e corrosivos que ingeriram num momento de loucura. 
Nem todas as situações caóticas do corpo físico, ou perturbações psíquicas dos seres humanos, são exclusivamente provenientes de suicídios provocados em existências anteriores, mas a verdade é que grande parte dessas condições enfermas provém, realmente, dessa condenável precipitação do homem em destruir o seu corpo terreno. 
Se os suicidas em potencial, do vosso mundo, pudessem entrever, num segundo, o panorama e a situação pavorosa que os aguardam no Além, após a fuga covarde da vida humana, extinguir-se-ia neles definitivamente qualquer laivo de rebeldia ao sentido educativo da vida.
Aqueles que rompem o cérebro com a bala mortífera ou com qualquer objeto perfurante também deformam o seu duplo-etéreo astral, ou seja, o cérebro do perispírito, que é exata contraparte do organismo de carne. Quando, na encarnação seguinte, o perispírito tiver de aglutinar o novo conjunto de moléculas e as fibras neurocerebrais, para a formação de outro corpo de carne, nas regiões lesadas do perispírito essa aglutinação se processa na forma de calosidade, estenose ou deformações. E assim a criança vem à luz da vida física congenitamente surda e muda, em face do desarranjo existente no cérebro do seu perispírito, que não pôde harmonizar as células responsáveis por tais faculdades humanas.
Aqueles que se enforcam ou se afogam num momento de desespero também fotografam na memória etérica do seu perispírito todos os tremendos esgares, repuxos, aflições e sufocamentos, criando-se então os estigmas perispirituais deformativos. Em conseqüência, posteriormente esses infelizes podem renascer corcundas, gibosos, atrofiados e mesmo terrivelmente asfixiados pela asma brônquica, que os tortura durante toda a existência.
Os que se suicidam através de quedas e se estatelam arrebentados sobre o solo, ou que se atiram sob as rodas dos veículos que lhes trituram as carnes, comumente tornam a se encarnar vitimados por cruciantes enfermidades, que se situam na patologia dos artritismos e reumatismos deformantes, sofrendo as dores dos ossos que estalam, nervos que se rompem e músculos que se rasgam. Alguns se arrastam penosamente como aleijados congênitos, com os corpos quebrados e os músculos torcidos. 
Outros, que atearam fogo ao seu corpo e preferiram abandonar o mundo sob a destruição pelas chamas, quase sempre retornam ao meio de onde fugiram, reproduzindo em si mesmos a terrível forma patológica do pênfigo foliáceo, ou seja, a moléstia popularmente conhecida como "fogo selvagem". Esses sofrem intermitentemente, na carne nova, as angústias e a causticidade da loucura suicida da existência física anterior quando, rebelando-se contra a Lei da Vida, se consumiram nas chamas ardentes. 
O punhal fatídico ou o tiro mortal que dilacera o coração do trânsfuga da vida humana deixa-lhe no perispírito a marca fatal e lesiva para a outra existência, criando-lhe o pesado fardo da incurável lesão cardíaca a torturá-lo incessantemente com a ameaça da morte.


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